Projetos aprovados destinam mais de 17 mil metros quadrados de terrenos públicos à Emha para implantação de empreendimentos de locação social destinados a famílias de baixa renda.
Câmara aprova destinação de duas áreas públicas para habitação social
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, na sessão de quinta-feira (20), dois projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo que autorizam a destinação de terrenos públicos para novos empreendimentos de habitação de interesse social. As propostas contemplam imóveis localizados no Residencial Abaeté, no bairro Mata do Jacinto, e no Loteamento Fazenda Bandeira, na região do Taquarussu. Juntas, as duas áreas somam aproximadamente 17,2 mil metros quadrados e serão repassadas à Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). (Câmara MS)
O primeiro texto, Projeto de Lei nº 12.466/26, trata de uma área de aproximadamente 8.076 metros quadrados localizada no Residencial Abaeté. Já o Projeto de Lei nº 12.468/26 envolve outro terreno público, de aproximadamente 9.128 metros quadrados, no Loteamento Fazenda Bandeira. Os imóveis já integram o patrimônio público municipal, e a autorização legislativa permite que sejam destinados formalmente à Emha para viabilizar os projetos habitacionais previstos para esses locais. (Campo Grande News)
A finalidade das duas áreas será diferente do modelo tradicional no qual uma família recebe definitivamente uma casa popular. Os terrenos deverão abrigar empreendimentos de locação social, modalidade destinada principalmente a pessoas que atravessam períodos de vulnerabilidade socioeconômica. Os projetos deverão ser implantados por meio de parceria público-privada, utilizando recursos provenientes de programa do Governo Federal. (Capital News)
Segundo a justificativa apresentada com as propostas, a medida pretende aumentar a capacidade de Campo Grande de enfrentar o déficit habitacional e oferecer novas alternativas às famílias urbanas de baixa renda. A aprovação das áreas é uma das etapas necessárias para permitir a implantação dos empreendimentos, que ainda dependerão dos procedimentos administrativos, técnicos e financeiros previstos para o desenvolvimento dos projetos. (Capital News)
Moradias serão destinadas temporariamente a famílias vulneráveis
O modelo de locação social previsto para os dois empreendimentos funciona de maneira diferente dos programas de aquisição definitiva da casa própria. A proposta é disponibilizar as unidades temporariamente para famílias que estejam enfrentando uma situação de vulnerabilidade ou instabilidade financeira. Durante esse período, os beneficiários poderão ocupar o imóvel dentro das regras estabelecidas pelo programa, utilizando a moradia como suporte até conseguirem reorganizar sua situação socioeconômica. (Nova Lima News)
Depois que a família deixar a situação que justificou sua participação no programa, a unidade poderá ser disponibilizada novamente para outro núcleo familiar que necessite de atendimento. Dessa forma, os imóveis permanecem vinculados à política pública habitacional e podem beneficiar diferentes famílias ao longo do tempo. O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy, explicou que Campo Grande deverá contar com dois empreendimentos nesse formato, justamente nas áreas autorizadas pelo Legislativo. (Capital News)
A estratégia busca criar uma alternativa para famílias que necessitam de moradia imediata, mas que não necessariamente possuem condições de ingressar em um financiamento imobiliário ou programa convencional de aquisição. A locação social pode funcionar como uma política intermediária de proteção habitacional, especialmente em situações nas quais a falta de renda ou outras dificuldades econômicas colocam moradores em risco de perder o acesso a uma residência adequada. (Nova Lima News)
Os projetos também inserem Campo Grande em uma modalidade de habitação social que procura manter os imóveis permanentemente vinculados ao atendimento público. Em vez de transferir definitivamente a propriedade das unidades aos beneficiários, o programa prevê ocupações temporárias e sucessivas, aumentando potencialmente o número de famílias atendidas ao longo da vida útil dos empreendimentos.
Áreas somam mais de 17 mil metros quadrados em Campo Grande
Somados, os terrenos do Residencial Abaeté e da Fazenda Bandeira possuem 17.205,56 metros quadrados. A maior área é a localizada na região do Taquarussu, com aproximadamente 9.128,94 metros quadrados, enquanto o imóvel do Residencial Abaeté possui cerca de 8.076,62 metros quadrados. A destinação dos terrenos à Emha permite que a agência municipal avance nas próximas etapas necessárias para transformar as áreas em empreendimentos habitacionais. (Campo Grande News)
A localização em duas regiões distintas da capital também amplia territorialmente a política de locação social. O Residencial Abaeté fica no Mata do Jacinto, enquanto a Fazenda Bandeira está situada na região do Taquarussu. A implantação efetiva das unidades deverá considerar requisitos urbanísticos, infraestrutura disponível e demais procedimentos técnicos necessários para projetos de habitação de interesse social.
De acordo com as informações apresentadas à Câmara, a estrutura financeira dos projetos deverá envolver recursos de programa do Governo Federal e parceria público-privada. A utilização das áreas municipais funciona como parte essencial dessa estrutura, uma vez que disponibiliza os terrenos onde os empreendimentos poderão ser implantados sem a necessidade de aquisição de novos imóveis pelo poder público. (Capital News)
A aprovação dos projetos, portanto, não representa a entrega imediata das moradias. Ela autoriza a destinação dos imóveis à política habitacional e abre caminho para as próximas fases dos empreendimentos. Os detalhes sobre quantidade de unidades, cronograma das construções e critérios específicos para escolha das famílias deverão depender do desenvolvimento e regulamentação dos projetos.
Medida busca ampliar alternativas para reduzir déficit habitacional
A justificativa encaminhada pelo Executivo destaca que a utilização dos terrenos pretende ampliar a capacidade municipal de enfrentar os problemas relacionados ao déficit habitacional. Famílias de baixa renda que enfrentam dificuldades para acessar o mercado tradicional de aluguel ou financiamento imobiliário estão entre o público que poderá ser atendido pela modalidade de locação social. (Capital News)
A política também busca oferecer uma resposta temporária a situações de vulnerabilidade. Em vez de depender exclusivamente da construção e transferência definitiva de casas populares, o município passa a ter a possibilidade de utilizar imóveis destinados permanentemente à política habitacional, permitindo que diferentes famílias sejam atendidas conforme suas necessidades e condições sociais.
Com a aprovação dos Projetos de Lei nº 12.466/26 e nº 12.468/26, a Emha poderá utilizar as duas áreas para estruturar os empreendimentos. A implantação dependerá das próximas etapas administrativas e da formalização das parcerias previstas, além das exigências técnicas relacionadas às construções e à ocupação dos imóveis. (Câmara MS)
A iniciativa representa, assim, a criação de dois empreendimentos de locação social em Campo Grande, oferecendo uma modalidade diferente de atendimento habitacional. A expectativa apresentada pelo poder público é utilizar essa estrutura para ampliar o atendimento às famílias de baixa renda e criar mais uma alternativa dentro das políticas municipais destinadas à habitação de interesse social.










