Levantamento divulgado em 25 de agosto mostra que 7.037 autuações por falta do equipamento foram registradas até 8 de agosto de 2026; no mesmo período, Campo Grande contabilizou 7.723 acidentes e 40 mortes no trânsito.
A falta do uso do cinto de segurança tornou-se a infração de trânsito mais registrada em Campo Grande em 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (25) mostram que, entre janeiro e 8 de agosto, foram contabilizadas 7.037 autuações relacionadas ao não uso do equipamento obrigatório. O número chama atenção porque supera outras irregularidades frequentes nas ruas da capital sul-mato-grossense e mostra que uma medida básica de proteção continua sendo ignorada por milhares de condutores e passageiros. (midiamax.com.br)
Mais de 7 mil autuações por falta de cinto
O levantamento mostra que deixar de utilizar o cinto ficou à frente de outras infrações recorrentes. Dirigir um veículo com licenciamento vencido, por exemplo, apareceu com aproximadamente 6.678 registros, enquanto o avanço do sinal vermelho contabilizou 5.259 autuações. Os números ajudam a dimensionar o tamanho do problema e indicam que comportamentos de risco continuam presentes na rotina do trânsito campo-grandense. (midiamax.com.br)
Entre as demais irregularidades contabilizadas estão 2.478 autuações por conversão proibida, 2.137 relacionadas ao uso do celular ao volante e 1.892 casos de condução sem habilitação. Também foram registradas 1.836 recusas ao teste do bafômetro e 77 autuações em situações de alcoolemia confirmada. Embora apresentem características e níveis de risco diferentes, todas essas ocorrências revelam desafios enfrentados pela fiscalização no trânsito da Capital. (midiamax.com.br)
Campo Grande contabilizou 7.723 acidentes
O cenário ganha maior relevância quando os números das infrações são comparados aos registros de acidentes. Entre janeiro e 8 de agosto de 2026, Campo Grande contabilizou 7.723 ocorrências de trânsito, segundo os dados apresentados no levantamento. Ao todo, 2.603 pessoas ficaram feridas e 40 morreram no período, números que mantêm a segurança viária entre os principais desafios da mobilidade urbana da cidade. (midiamax.com.br)
Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, houve redução nos três indicadores apresentados. No ano passado, haviam sido contabilizadas 7.934 colisões, 2.725 pessoas feridas e 44 mortes. Apesar da queda, os números de 2026 continuam elevados, especialmente porque representam milhares de ocorrências concentradas em pouco mais de sete meses. (midiamax.com.br)
Cinto precisa ser utilizado por todos os ocupantes
O uso do cinto não é uma obrigação limitada ao motorista e ao passageiro do banco dianteiro. A regra também vale para quem viaja nos bancos traseiros, independentemente de o deslocamento acontecer dentro da cidade, em rodovias ou em áreas rurais. A chefe de comunicação do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), tenente Carla Coutinho, destacou ao Midiamax que o equipamento deve ser utilizado por todos os ocupantes do veículo. (midiamax.com.br)
O condutor também possui responsabilidade sobre a utilização do equipamento pelos passageiros. Isso significa que, antes de iniciar o deslocamento, deve verificar se todos estão devidamente protegidos. O princípio é especialmente importante em trajetos considerados curtos, nos quais algumas pessoas podem ter a falsa percepção de que a utilização do cinto é dispensável por permanecerem poucos minutos dentro do automóvel.
Falta do equipamento é infração grave
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, dirigir ou transportar passageiros sem o cinto de segurança constitui infração grave. Além da penalidade financeira, a irregularidade gera pontos na carteira de habilitação. O objetivo da norma não é apenas estabelecer uma obrigação administrativa, mas incentivar o uso de um equipamento projetado para reduzir o deslocamento dos ocupantes durante colisões e frenagens bruscas.
Dados publicados anteriormente sobre as autuações em Campo Grande indicam multa de R$ 195,23 para a falta de cinto, além de cinco pontos na habilitação. A penalidade reforça a importância atribuída pela legislação ao equipamento, principalmente diante do potencial de redução das consequências de acidentes. (correiodoestado.com.br)
Celular também preocupa autoridades de trânsito
Outro comportamento que aparece entre as principais irregularidades é o uso do telefone celular durante a condução. Até o período analisado, 2.137 autuações relacionadas ao aparelho haviam sido registradas. A distração provocada pelas telas reduz a atenção do motorista e pode comprometer sua capacidade de perceber pedestres, motociclistas, mudanças no semáforo ou situações inesperadas na via. (midiamax.com.br)
O BPMTran também aponta o excesso de velocidade, a distração e o desrespeito à sinalização entre fatores associados aos acidentes graves. Quanto maior a velocidade do veículo, menor pode ser o tempo disponível para reagir diante de um obstáculo ou situação inesperada. Quando esse comportamento é combinado ao uso do celular, o risco pode aumentar ainda mais.
Jovens e motociclistas aparecem entre grupos vulneráveis
As estatísticas de Campo Grande também mostram atenção especial aos motociclistas. Dados da Agetran referentes ao primeiro semestre indicaram aproximadamente 2.165 acidentes envolvendo motocicletas entre 1º de janeiro e 29 de junho de 2026. Entre as vítimas desses acidentes, os homens representavam 75%, e a faixa entre 21 e 25 anos concentrava 538 registros. (midiamax.com.br)
O cenário demonstra que a segurança viária depende de uma combinação de fiscalização, infraestrutura e mudança de comportamento. Cinto de segurança, respeito aos limites de velocidade, atenção aos semáforos e abandono do celular durante a condução são medidas individuais que podem contribuir para reduzir riscos, enquanto ações públicas de engenharia e fiscalização atuam na organização das vias.
Fiscalização eletrônica amplia monitoramento
Campo Grande também vem utilizando equipamentos tecnológicos para reforçar a fiscalização. A Agetran informou que novos radares foram instalados a partir de estudos sobre volume de tráfego, histórico de ocorrências e riscos para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Os equipamentos estão integrados ao sistema de videomonitoramento urbano e podem contribuir para identificar irregularidades e acompanhar incidentes nas vias. (campogrande.ms.gov.br)
Segundo a Prefeitura, o objetivo declarado da ampliação do monitoramento é atuar na prevenção e estimular o cumprimento das normas. A administração municipal sustenta que as câmeras também podem ajudar na resposta a congestionamentos, acidentes e outras ocorrências, além de fornecer imagens que eventualmente auxiliem investigações. (campogrande.ms.gov.br)
Infrações permanecem como desafio para a Capital
Os mais de sete mil registros por falta de cinto mostram que a fiscalização continua enfrentando comportamentos básicos de risco. Mesmo sendo obrigatório há décadas e estando presente praticamente em todos os veículos, o equipamento ainda deixa de ser utilizado por parte dos motoristas e passageiros. A quantidade de autuações ganha peso adicional diante dos 40 óbitos e 2.603 feridos contabilizados no trânsito da Capital até 8 de agosto. (midiamax.com.br)
A redução dos acidentes depende tanto das políticas públicas quanto da postura individual dos usuários das vias. Para Campo Grande, os dados divulgados em 25 de agosto de 2026 servem como alerta justamente durante a semana do aniversário da cidade: medidas simples, como colocar o cinto antes de iniciar qualquer deslocamento, respeitar a sinalização e manter o celular longe das mãos ao dirigir, continuam sendo essenciais para tornar o trânsito mais seguro.
Fonte principal
Midiamax — Falta de cinto de segurança lidera multas em Campo Grande com mais de 7 mil infrações
Prefeitura de Campo Grande — Agetran e fiscalização de trânsito · Midiamax — acidentes envolvendo motocicletas em Campo Grande · Correio do Estado — dados sobre infrações e segurança no trânsito










