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Descubra quais informações mínimas uma carteira precisa para ser cobrada em escala

Felipe Rassi explica quais informações mínimas são essenciais para que uma carteira seja cobrada em escala.
Felipe Rassi explica quais informações mínimas são essenciais para que uma carteira seja cobrada em escala.

Felipe Rassi esclarece que cobrar em escala não depende só de volume, depende de padrão. Nesse sentido, uma carteira de créditos estressados só “anda” quando as informações mínimas estão organizadas de modo verificável, porque isso reduz ruído, evita retrabalho e permite que a negociação siga trilhas consistentes, sobretudo em NPLs com histórico irregular.

Identificação do crédito sem ambiguidades

O primeiro bloco de informações mínimas é a identificação. Assim, cada crédito precisa ser individualizável por chaves estáveis, como número de contrato, CPF/CNPJ, data de contratação e outros identificadores internos que não mudem de um sistema para outro. Por outro lado, quando a carteira chega com duplicidades, campos divergentes ou registros incompletos, o risco de cobrança equivocada aumenta, o que compromete a eficiência e amplia a contestação.

Entenda com Felipe Rassi os dados básicos que toda carteira precisa para cobrança eficiente em grande escala.
Entenda com Felipe Rassi os dados básicos que toda carteira precisa para cobrança eficiente em grande escala.

Ainda assim, identificar não é apenas “ter nome”. Logo, dados de contato precisam estar minimamente atualizados, porque contato inviável transforma cobrança em tentativa repetitiva. Conforme nota Felipe Rassi, sem dados básicos consistentes, não há escala, há dispersão de esforço.

Prova do crédito e histórico essencial

O segundo bloco envolve prova e histórico. Dessa forma, contrato e aditivos, quando existirem, devem estar acessíveis, assim como histórico de pagamentos e informação clara sobre início do atraso. Em contrapartida, quando a prova do crédito é fragmentada, a operação tende a gastar tempo reconstruindo o passado em vez de negociar o presente.

De acordo com Felipe Rassi, em carteiras de crédito não performado, o histórico precisa ser suficiente para explicar como o saldo se formou, sem lacunas que enfraqueçam a cobrança. Assim, a memória de cálculo, mesmo quando simplificada, precisa ser rastreável, pois é ela que sustenta o valor exigido e reduz questionamentos previsíveis.

Titularidade demonstrável em carteiras cedidas

Quando há cessão de crédito, a titularidade vira informação mínima. Por conseguinte, instrumentos de cessão, anexos de carteira e evidências de transferência precisam permitir que a legitimidade de cobrança seja demonstrada. Por outro lado, lacunas na cadeia de cessões travam a cobrança antes mesmo da proposta, pois o devedor pode exigir comprovação de quem está cobrando.

Nesse sentido, Felipe Rassi elucida que a carteira deve trazer correspondência entre o crédito identificado e o crédito cedido, evitando que a titularidade fique “genérica”. Logo, para cobrar em escala, é necessário que o encadeamento documental seja coerente com os dados operacionais.

Informações sobre garantias e restrições relevantes

Quando existirem garantias, informações básicas sobre elas precisam estar disponíveis. Assim, tipo de garantia, documentos vinculados e dados que permitam checagem de registro ajudam a orientar estratégia e priorização. Entretanto, declarar “tem garantia” sem elementos mínimos costuma gerar fricção, porque a execução depende de formalidade e verificabilidade.

Além disso, restrições relevantes, como indícios de disputa sobre o crédito, inconsistências graves ou eventos que alterem o contrato, precisam ser sinalizadas. Dessa forma, o portfólio pode ser segmentado, separando o que está pronto para cobrança do que exige saneamento. Segundo Felipe Rassi, essa separação é o que preserva a escala, pois evita que exceções contaminem o fluxo.

Padrão operacional para transformar dados em recuperação

Informação mínima também envolve padronização de campos e formato. Assim, dados entregues em modelos inconsistentes dificultam auditoria e desaceleram a cobrança. Em contrapartida, quando a carteira chega com campos essenciais preenchidos e documentos organizados, a operação consegue aplicar trilhas de negociação e critérios de escalonamento com mais previsibilidade.

Diante do exposto, cobrar em escala exige um núcleo mínimo de identificação, prova do crédito, titularidade e informações de garantia quando existirem. Por fim, Felipe Rassi destaca que a escala nasce quando esse núcleo é verificável e padronizado, pois é isso que reduz ruído, evita retrabalho e sustenta a recuperação de ativos com maior previsibilidade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez