Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, estava preso na Penitenciária Federal de Campo Grande e havia sido levado ao hospital após passar mal; morte foi confirmada pela defesa na quinta-feira (20).
Leonardo Dias Mendonça morre aos 63 anos em Campo Grande
Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, conhecido como “Barão do Tráfico”, morreu na quinta-feira, 20 de agosto, na Santa Casa de Campo Grande. Ele estava internado em estado grave desde segunda-feira (17), depois de passar mal enquanto cumpria pena na Penitenciária Federal da capital sul-mato-grossense. A morte foi confirmada pela defesa. De acordo com as informações divulgadas, Leonardo foi encaminhado do sistema prisional para atendimento hospitalar e permaneceu internado durante os dias seguintes. (Midiamax)
Segundo a defesa, Leonardo vinha apresentando queixas relacionadas à saúde desde a semana anterior à internação. Informações divulgadas durante o período em que permanecia hospitalizado apontaram que ele teria sofrido uma parada cardíaca relacionada a um quadro de insuficiência respiratória decorrente de infecção nas vias aéreas. Na segunda-feira (17), ele deixou a Penitenciária Federal em uma ambulância do Samu e foi encaminhado para a Unidade do Trauma da Santa Casa, onde chegou em condição considerada gravíssima. (Campo Grande News)
Na quinta-feira, a defesa informou que havia sido confirmada a morte encefálica. Familiares foram chamados ao hospital e, posteriormente, autorizaram o desligamento dos aparelhos que mantinham Leonardo vivo. Até as primeiras publicações sobre o caso, a causa exata do óbito ainda não havia sido oficialmente divulgada. A situação havia provocado informações divergentes durante a internação, inclusive com familiares negando inicialmente relatos de morte cerebral antes da confirmação posterior comunicada pela defesa. (Midiamax)
Após a confirmação da morte, familiares e representantes jurídicos passaram a aguardar os procedimentos necessários para liberação do corpo. A intenção informada pela defesa é realizar o traslado para Goiás, estado onde Leonardo mantinha residência e seus principais vínculos familiares antes de ser transferido para o sistema penitenciário federal em Campo Grande. (Primeira Página)
Preso estava na Penitenciária Federal de Campo Grande
Leonardo Dias Mendonça cumpria pena na Penitenciária Federal de Campo Grande, uma das unidades de segurança máxima do sistema penitenciário federal. Conforme dados citados pelo g1 a partir do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), seu processo de execução penal tramitava na 5ª Vara Federal Criminal de Campo Grande desde novembro de 2023. Entre suas condenações estavam crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens. (Hide.me)
O histórico criminal de Leonardo ganhou projeção nacional principalmente a partir do final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Ele chegou a integrar a lista de procurados da Interpol e foi apontado pelas autoridades como um dos nomes de destaque do tráfico internacional de drogas naquele período. Segundo reportagens baseadas nas investigações da Polícia Federal, as apurações associaram seu grupo à movimentação de cocaína proveniente da América do Sul e destinada a diferentes mercados internacionais. (Campo Grande News)
Leonardo também ficou conhecido pela antiga ligação com Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Investigações realizadas ao longo dos anos apontaram estruturas criminosas com atuação internacional e utilização de diferentes mecanismos para movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico. Em 2009, Leonardo já acumulava condenações que, naquele momento, somavam 39 anos de prisão, segundo informações recuperadas pelo Campo Grande News a partir de reportagens daquele período. (Campo Grande News)
Em 2018, ele chegou ao regime semiaberto e passou a utilizar tornozeleira eletrônica em Aparecida de Goiânia. No ano seguinte, voltou a ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma organização suspeita de transportar cocaína por aeronaves de pequeno porte e posteriormente encaminhar a droga para a Europa. Anos depois, ele acabou transferido para a unidade federal de Campo Grande, onde permanecia preso quando apresentou os problemas de saúde que resultaram na internação. (Hide.me)
Família aguarda traslado do corpo para Goiás
Com a confirmação da morte, a família passou a acompanhar os procedimentos administrativos e legais necessários para a liberação do corpo. A defesa informou que Leonardo estava em Campo Grande exclusivamente em razão do cumprimento da pena e não possuía vínculos familiares significativos com a capital de Mato Grosso do Sul. Por esse motivo, os parentes pretendem realizar o traslado para Goiás, onde estavam concentrados seus laços familiares e pessoais. (Campo Grande News)
A advogada Ana Cláudia Alves, responsável pela defesa, afirmou que a família aguardava as providências das autoridades competentes para organizar a transferência do corpo. A manifestação também destacou que Leonardo havia sido transferido de Goiás para Campo Grande por determinação relacionada ao cumprimento da pena no sistema penitenciário federal. Os detalhes sobre os procedimentos funerários não haviam sido divulgados nas fontes consultadas até a manhã desta sexta-feira (21). (Campo Grande News)
O episódio ganhou repercussão em Mato Grosso do Sul e Goiás devido ao histórico criminal de Leonardo e à sua permanência na Penitenciária Federal de Campo Grande. O caso também passou por diferentes atualizações durante a semana: inicialmente foram divulgadas informações sobre sua internação em estado grave, posteriormente surgiram relatos sobre morte encefálica e, por fim, a defesa confirmou a morte na quinta-feira. (Imprensa MS)
A morte encerra uma trajetória criminal que atravessou mais de duas décadas e envolveu diferentes investigações e condenações relacionadas ao tráfico internacional. Para Campo Grande, o episódio teve ligação direta com a presença de Leonardo no presídio federal e com sua internação na Santa Casa, onde permaneceu desde o dia 17 de agosto até a confirmação de sua morte. (Primeira Página)










