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Influenciador Eduardo Razuk e irmão são presos em operação contra rifas ilegais e lavagem de dinheiro em Campo Grande

Polícia Civil investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias; defesa afirma que atividades dos irmãos são legais.

O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, conhecido como Eduardo Razuk, e o irmão, Rafael Rezende da Silva Razuk, foram presos em Campo Grande na terça-feira, 18 de agosto de 2026, durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias relacionadas à realização de rifas e sorteios. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), com participação de outras unidades policiais, e incluiu cumprimento de mandados em Campo Grande e Dourados. (UOL)

Durante as diligências na capital, policiais estiveram em imóveis ligados aos irmãos nas regiões da Vila Carlota, Vilas Boas e Jardim Cruzeiro. Dezenas de automóveis, incluindo veículos de luxo, foram recolhidos e encaminhados para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos. As fontes consultadas apresentam números diferentes sobre o total apreendido: o UOL informou cerca de 20 carros, enquanto o Campo Grande News relatou aproximadamente 30 veículos avaliados em cerca de R$ 20 milhões. Por isso, o número exato ainda deve ser tratado com cautela. (UOL)

A operação ganhou grande repercussão porque Eduardo Razuk reúne mais de 1 milhão de seguidores e tornou-se conhecido na internet principalmente por conteúdos relacionados a carros, modificações automotivas e sorteios de veículos. A investigação procura esclarecer a legalidade das operações e a movimentação financeira associada às atividades investigadas. As prisões e apreensões são medidas tomadas no âmbito da investigação e não representam condenação dos envolvidos. (UOL)

O que a Polícia Civil investiga na operação?

A investigação está concentrada em suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. Segundo as informações divulgadas até agora, as autoridades analisam o funcionamento das rifas e sorteios, além da movimentação financeira ligada aos investigados. A operação não ficou restrita a Campo Grande: também houve diligências em Dourados e outros investigados em diferentes estados foram alcançados pelas medidas judiciais. (Campo Grande News)

Um dos pontos que mais chamaram atenção foi a dimensão patrimonial da investigação. Reportagem regional informou que a Justiça determinou bloqueio que pode ultrapassar R$ 500 milhões em bens relacionados ao grupo investigado, incluindo imóveis. É importante ressaltar que esse montante não corresponde exclusivamente ao patrimônio pessoal de Eduardo Razuk ou de seu irmão, mas ao conjunto de bens atingidos pela decisão judicial envolvendo os investigados. (O Sul Matogrossense)

A apreensão dos automóveis também deverá auxiliar a investigação sobre a origem e circulação dos recursos. Parte dos veículos estava armazenada em um galpão em Campo Grande, enquanto outros foram encontrados em endereços ligados aos irmãos. A Polícia Civil deverá agora aprofundar a análise dos documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais. (UOL)

O que diz a defesa de Eduardo e Rafael Razuk?

A defesa dos irmãos nega irregularidades. Em declaração ao Campo Grande News, o advogado Thiago Bunning afirmou que as operações financeiras e os sorteios realizados pelos clientes seriam legalizados, documentados e conduzidos de forma lícita. O defensor também declarou que ainda aguardava acesso integral aos autos para compreender detalhadamente as acusações e os fundamentos das medidas determinadas pela Justiça. (Campo Grande News)

Segundo a defesa, os veículos foram recolhidos por determinação judicial, mas isso não comprovaria por si só a prática dos crimes investigados. A equipe jurídica acompanhou as diligências e deverá analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil antes de definir as medidas que serão adotadas no processo. Dessa forma, as suspeitas divulgadas pelas autoridades permanecem sob investigação e ainda deverão passar pelo contraditório e pela análise judicial. (Campo Grande News)

O caso também reacende a discussão sobre rifas e sorteios divulgados por influenciadores nas redes sociais. A grande audiência desses perfis permite que campanhas alcancem milhares ou milhões de pessoas rapidamente, aumentando também a necessidade de observar as regras aplicáveis às modalidades de promoção e distribuição de prêmios. No caso dos irmãos Razuk, caberá à investigação estabelecer exatamente como as atividades funcionavam e se houve ou não violações da legislação.

O que acontece agora com a investigação?

Com as prisões, apreensões e bloqueios determinados pela Justiça, a investigação entra em uma fase de análise do material recolhido. Documentos, aparelhos eletrônicos, informações financeiras e dados relacionados aos veículos podem ajudar os investigadores a reconstruir as operações realizadas e identificar eventual circulação de recursos entre pessoas e empresas relacionadas ao caso. Novas diligências também poderão ocorrer dependendo dos elementos encontrados.

Para Campo Grande, a dimensão da operação chama atenção tanto pelo número de bens apreendidos quanto pela popularidade do principal investigado. Eduardo Razuk construiu uma audiência expressiva exibindo automóveis e produzindo conteúdo sobre o universo dos carros, o que fez a prisão ganhar rápida repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional. (UOL)

Até que haja julgamento definitivo, entretanto, Eduardo Razuk, Rafael Razuk e os demais investigados devem ser tratados como suspeitos ou investigados, e não como condenados. A Polícia Civil busca reunir elementos para esclarecer se as atividades investigadas configuraram crimes, enquanto as defesas terão oportunidade de contestar as acusações e apresentar seus argumentos. Os próximos passos judiciais deverão esclarecer tanto a situação das prisões quanto o destino dos veículos e demais bens atingidos pela operação. (Campo Grande News)