No Vaticano, Antonella Giancoli, da Benarrivati, destaca uma ligação menos evidente entre Roma e o Egito antigo. Parte do acervo do Museu Gregoriano Egípcio reúne obras de inspiração egípcia encontradas em Villa Adriana, residência construída no século II em Tivoli
O Museu Gregoriano Egípcio não reúne apenas objetos provenientes do Egito. Entre suas coleções também estão obras produzidas no mundo romano sob forte influência da cultura egípcia, algumas delas encontradas em Villa Adriana, a residência monumental construída pelo imperador Adriano em Tivoli.
Essa conexão ocupa espaço próprio no museu. A Sala III reúne esculturas descobertas na área da villa e apresenta uma reconstrução interpretativa do Serapeum associado ao Canopus, um dos conjuntos mais conhecidos da residência imperial. Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, usa essa ligação para aproximar duas visitas que, à primeira vista, parecem pertencer a histórias diferentes.
O Egito visto pela Roma de Adriano
Durante o governo de Adriano, entre 117 e 138, referências a diferentes regiões e culturas do Império apareceram na arquitetura e na decoração de Villa Adriana. Entre elas estavam ambientes de inspiração egípcia, associados também à presença de divindades e imagens ligadas ao culto de Antínoo, favorito do imperador morto no Nilo em 130.
Esculturas encontradas posteriormente na villa ajudam a documentar esse interesse. Algumas são obras de manufatura romana realizadas em linguagem egípcia ou egiptizante, mostrando como símbolos e modelos do Egito foram reinterpretados dentro da cultura imperial romana.
O chamado Canopus, com seu longo espelho d’água, e o complexo conhecido como Serapeum fazem parte dessa leitura arqueológica da propriedade.
Por que ela conecta Tivoli ao Vaticano
Para Antonella, relacionar os dois lugares ajuda a mostrar que a presença do Egito em Roma não se resume à chegada de antiguidades trazidas diretamente do vale do Nilo.
“Quando a família já visitou Villa Adriana, essa conexão torna o Museu Gregoriano Egípcio ainda mais interessante. Algumas peças ajudam a perceber como Roma absorveu e reinterpretou referências egípcias, e isso cria um fio entre Tivoli e o Vaticano que não é tão evidente antes da visita”, afirma Antonella Giancoli.
A relação também permite distinguir objetos originalmente egípcios daqueles produzidos em contexto romano sob influência da cultura faraônica, diferença importante para compreender a formação do acervo.
Um museu criado no século XIX para reunir histórias muito mais antigas
O Museu Gregoriano Egípcio foi fundado em 1839 por iniciativa do papa Gregório XVI. Hoje, suas nove salas reúnem materiais de diferentes origens e períodos, incluindo antiguidades egípcias, peças do Egito romano e obras ligadas à presença da cultura egípcia em Roma.
Na Sala III, algumas das esculturas encontradas em Villa Adriana aparecem justamente dentro dessa narrativa, mostrando como o fascínio romano pelo Egito ganhou forma em residências, santuários e imagens produzidas em território imperial.
Nos roteiros da Benarrivati, aproximar Villa Adriana e o Museu Gregoriano Egípcio acrescenta contexto às duas visitas. Em vez de apresentar o Egito antigo e a Roma imperial como capítulos isolados, a conexão mostra como referências religiosas, artísticas e políticas circularam pelo Mediterrâneo muito antes da formação das coleções modernas.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.










