Campo Grande vai reforçar as ações de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti antes da intensificação do período de chuvas. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está organizando mutirões, atividades educativas e mobilizações com moradores para reduzir a presença de criadouros em imóveis e áreas urbanas da cidade.
O planejamento foi discutido durante a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, realizada em 13 de outubro de 2026. O grupo reúne representantes envolvidos na estratégia de prevenção e acompanha medidas voltadas à dengue e a outras doenças transmitidas pelo mosquito.
Segundo a Prefeitura de Campo Grande, por meio do CGNotícias, a decisão de manter o alerta ocorre mesmo com a redução dos registros de dengue no município. Em 2026, foram contabilizados 57 casos prováveis e nenhum óbito. No ano anterior, Campo Grande havia registrado 534 casos e uma morte.
Por que o período de chuvas exige atenção
A combinação entre temperaturas elevadas e chuva favorece o surgimento de pontos de acúmulo de água. Recipientes deixados em quintais, terrenos e áreas externas podem se transformar em locais adequados para a reprodução do Aedes aegypti, caso não sejam esvaziados, protegidos ou descartados.
Por isso, a estratégia municipal busca agir antes que o volume de água aumente e que os criadouros se espalhem por diferentes regiões. A prevenção depende tanto do trabalho dos agentes públicos quanto da participação dos moradores, já que muitos focos podem estar dentro de residências, em pátios ou em espaços de uso cotidiano.
O mosquito pode se reproduzir em recipientes aparentemente pequenos, o que torna necessária a observação frequente do imóvel. A orientação central é eliminar qualquer objeto ou estrutura capaz de acumular água parada, especialmente depois de períodos de chuva. A verificação deve alcançar áreas menos visíveis, como fundos de quintal, calhas, vasos, recipientes descartados e locais onde a água possa ficar retida.
Mutirões devem combinar vistoria e orientação
Além da remoção de possíveis criadouros, os mutirões planejados pela Sesau terão foco educativo e de mobilização comunitária. A proposta é aproximar as equipes dos moradores, orientar sobre os riscos e estimular a adoção de cuidados contínuos, não apenas durante campanhas ou visitas dos agentes de controle de endemias.
Esse trabalho é importante porque a redução dos casos registrados não elimina a possibilidade de novos aumentos. A presença de calor e chuva pode alterar rapidamente o cenário, sobretudo quando há recipientes expostos em imóveis e áreas urbanas. A manutenção da vigilância permite identificar problemas antes que eles contribuam para uma transmissão mais intensa.
Até a divulgação do planejamento, a Prefeitura não havia informado, na publicação consultada, um calendário detalhado com datas, bairros ou quantidade de equipes para os mutirões. As ações devem ser acompanhadas pelos canais oficiais do município, que concentram atualizações sobre serviços e iniciativas da administração. O portal oficial da Prefeitura de Campo Grande é uma das referências institucionais para essas informações.
Responsabilidade dos moradores
A participação da população é considerada uma das etapas mais importantes do combate ao Aedes aegypti. Os moradores podem contribuir vistoriando regularmente suas casas, eliminando recipientes sem utilidade e mantendo protegidos os locais que precisam armazenar água. A atenção também deve ser estendida a terrenos, áreas comuns e espaços compartilhados, com comunicação às autoridades quando houver situações que exijam avaliação.
O cuidado precisa ser repetido ao longo das semanas, porque uma única chuva pode voltar a encher objetos que já haviam sido verificados. A recomendação é fazer uma inspeção depois das precipitações e observar se houve formação de poças ou acúmulo em recipientes, coberturas e estruturas externas.
Com os mutirões e as ações educativas, o município pretende antecipar medidas de controle e preservar a tendência de queda observada nos registros de dengue. O planejamento também reforça que a prevenção das arboviroses não depende de uma ação isolada: exige continuidade dos serviços públicos, mobilização dos bairros e cuidados adotados diariamente pelos moradores de Campo Grande.










